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Parte 5 - Seminário de Varíola dos Roedores - Monkeypox: Imunologia e Patogênese - Dra.Simone Soares

By CIATEN · more summaries from this channel

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Summary

A palestra aborda a imunologia e patogênese da varíola dos roedores, destacando as estratégias de evasão viral, as respostas imunes inata e adaptativa e as implicações clínicas.

Key Points

  • A varíola dos roedores (monkeypox) é um vírus grande com genoma conservado centralmente e regiões terminais variáveis que influenciam sua virulência e interação com o hospedeiro. 
  • O vírus possui proteínas intracelulares que modulam o estresse oxidativo, a apoptose e camuflam antígenos, além de proteínas extracelulares que mimetizam citocinas e bloqueiam receptores, permitindo a evasão da resposta imune. 
  • Na infecção, a resposta imune inata se ativa rapidamente, com produção de citocinas tipo 1 e aumento de células NK, mas o vírus pode reduzir a citotoxicidade dessas células. 
  • Monócitos são os primeiros alvos e apresentam pico de infecção entre 4 e 6 dias, desempenhando papel crítico no controle local, embora possam também facilitar a disseminação viral. 
  • A resposta adaptativa, especialmente linfócitos CD8⁺, é essencial para limitar a replicação viral e reduzir a mortalidade, como demonstrado em estudos experimentais com vacinas de vírus vivos. 
  • Estudos em pacientes mostram um perfil de citocinas predominante Th2, com elevação de IL‑4, IL‑13 e IL‑10, enquanto citocinas antivirais como interferon‑γ são pouco aumentadas. 
  • O vírus inibe a via NF‑κB (capa‑β) e bloqueia fatores de transcrição IRF‑3/7, impedindo a produção de citocinas antivirais e a apoptose programada das células infectadas. 
  • Proteínas reguladoras do complemento, presentes em cepas como a do Congo, modulam a ativação do complexo de ataque à membrana, influenciando a gravidade clínica sem alterar significativamente a mortalidade. 
  • O ciclo de infecção inclui replicação na mucosa respiratória, drenagem para linfonodos, viremia primária e secundária, e disseminação para pele e órgãos, com manifestações cutâneas, febre e linfadenopatia. 
  • Compreender os mecanismos de evasão e a resposta imune ao monkeypox pode orientar o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos. 
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Parte 5 - Seminário de Varíola dos Roedores - Monkeypox: Imunologia e Patogênese - Dra.Simone Soares

Parte 5 - Seminário de Varíola dos Roedores - Monkeypox: Imunologia e Patogênese - Dra.Simone Soares

A palestra aborda a imunologia e patogênese da varíola dos roedores, destacando as estratégias de evasão viral, as respostas imunes inata e adaptativa e as implicações clínicas.

Key Points

A varíola dos roedores (monkeypox) é um vírus grande com genoma conservado centralmente e regiões terminais variáveis que influenciam sua virulência e interação com o hospedeiro.
O vírus possui proteínas intracelulares que modulam o estresse oxidativo, a apoptose e camuflam antígenos, além de proteínas extracelulares que mimetizam citocinas e bloqueiam receptores, permitindo a evasão da resposta imune.
Na infecção, a resposta imune inata se ativa rapidamente, com produção de citocinas tipo 1 e aumento de células NK, mas o vírus pode reduzir a citotoxicidade dessas células.
Monócitos são os primeiros alvos e apresentam pico de infecção entre 4 e 6 dias, desempenhando papel crítico no controle local, embora possam também facilitar a disseminação viral.
A resposta adaptativa, especialmente linfócitos CD8⁺, é essencial para limitar a replicação viral e reduzir a mortalidade, como demonstrado em estudos experimentais com vacinas de vírus vivos.
Estudos em pacientes mostram um perfil de citocinas predominante Th2, com elevação de IL‑4, IL‑13 e IL‑10, enquanto citocinas antivirais como interferon‑γ são pouco aumentadas.
O vírus inibe a via NF‑κB (capa‑β) e bloqueia fatores de transcrição IRF‑3/7, impedindo a produção de citocinas antivirais e a apoptose programada das células infectadas.
Proteínas reguladoras do complemento, presentes em cepas como a do Congo, modulam a ativação do complexo de ataque à membrana, influenciando a gravidade clínica sem alterar significativamente a mortalidade.
O ciclo de infecção inclui replicação na mucosa respiratória, drenagem para linfonodos, viremia primária e secundária, e disseminação para pele e órgãos, com manifestações cutâneas, febre e linfadenopatia.
Compreender os mecanismos de evasão e a resposta imune ao monkeypox pode orientar o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos.
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